Dia da Toalha com o Corvo



Hey, sonhadores! ❤️

O post está levemente atrasado, mas antes tarde do que mais tarde (rs)! Como sabem, hoje é o Dia da Toalha ou o Dia do Orgulho Nerd. \o\\o//o/

Pegue sua toalha e continue a leitura. 😉

Para comemorar essa data, escolhi dissertar brevemente sobre a graphic novel O Corvo, de James O’Barr, publicada pela Darkside. Classificação etária: 18 anos. Há seis anos, comprei essa HQ por conta do filme homônimo de 1994 (um dos meus favoritos na adolescência) e porque queria ler a obra que deu origem à última película de Brandon Lee. Fiquei encantada quando soube que Darkside a publicaria e que a edição é primorosa.

A HQ é dividia em três blocos: Lamento – dor e medo; Elegia – ironia e desespero; Crescendo – morte. Ademais, a narrativa não é linear. Por isso, começa com o Corvo procurando T-Bird e companhia. Ao longo das páginas, sabemos quais companheiros de T-Bird o Corvo está atrás: Tin Tin, Top Dollar, Tom Tom e Fun Boy. Também entendemos o porquê ele está à procura do quinteto.

Aos poucos conhecemos Shelly e como os dois se amavam. As lembranças são, a um só tempo, afáveis e dolorosas. Por isso, o vazio que Eric sente é visceral e tangível. O que o impulsiona a perseguir esses homens é fazer justiça com as próprias mãos, ou seja, vingar a crueldade que fizeram com Shelly. Eric volta dos mortos com a alcunha de O Corvo, porque essas lembranças alimentam sua dor e seu ódio.


A adaptação de 1994 tem algumas liberdades criativas — que não diminui em nada a qualidade do filme. Assim como na HQ, a arquitetura e a subcultura gótica são bem adaptadas; Detroit é retratada como uma metrópole sombria e com altos índices de criminalidade. Confesso que não tenho o que reclamar do Corvo de Brandon Lee e que os principais pontos da graphic novel estão presentes na película. Para mim, continua sendo um ótimo filme. Recomendo que assistam.

 

No prefácio dessa edição, o autor afirma que o nome Eric faz referência ao fantasma do romance “O fantasma da Ópera” e Shelly, à escritora Mary Shelley. O Corvo é uma obra pessoal, pois James perdeu a namorada na juventude e a escreveu para expurgar a raiva, a dor, o vazio, a tendência autodestrutiva — como ele próprio afirmou, “se não havia justiça no mundo real, eu a inventaria”. Admiro-o por conseguir desenhar e escrever uma história tão fascinante a partir do luto. Para ampliar o seu repertório, indico o vídeo do Pipoca e Nanquim sobre a HQ, o filme e a morte de Brandon Lee.

Enfim, já leram O Corvo? Gostaram? Se já assistiram ao filme de 1994, o que acharam? Não assisti à versão de 2024 (me digam se vale a pena assistir). Sim, recomendo tanto a graphic novel como a película, pois são dialogáveis. Comentem para trocarmos ideias sobre o Corvo da HQ e o(s) do cinema. Um abraço e até o próximo post! o/

 

 

 

 

Referência:

O’BARR, James. O Corvo. Tradução: Érico Assis. Rio de Janeiro: Darkside, 2018.

 

 

 

 

“Ninguém morre enquanto for amado.”

 

 

 

 

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